Um dos principais temas em discussão no Fórum Econômico Mundial 2007, que começou no dia 24 e termina neste domingo são as mudanças climáticas. Como são provocadas principalmente pela emissão de gases poluentes, o biodiesel aparece com uma das alternativas para reduzir esse processo. Lula citou que os EUA, por exemplo, em vez de produzir etanol do milho, deveriam financiar projetos de biodiesel nos países pobres, o que poderia ser inclusive mais barato. O professor Mário Ferreira Presser, coordenador do Curso de Diplomacia Econômica da Unicamp, disse à Agência Brasil que “isso tem vários atrativos: contempla os africanos, os europeus, o Brasil. Resolve a questão do clima, da pobreza e da liberação do mercado de açúcar e álcool”. “A estratégia dos empresários brasileiros é mostrar que não se tornarão os grandes produtores de etanol sozinhos, que muitos outros países em desenvolvimento podem se beneficiar desta abertura de mercado”, analisa. “Há entusiasmo com isso inclusive no Banco Mundial. Uma vez que ninguém sabe bem o que fazer com a África, inserir o continente como produtor de um produto com demanda certa seria um tremendo avanço e seria um grande gol para o Brasil”, acredita Presser.
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