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quarta, 19 DE junho de 2013

Marketing

Fábio TajraPostado em: 30/11/-1 - Por Fábio Tajra
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Abílio e família Klein acertam 'trégua' até sexta-feira

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Numa reunião encerrada na noite de segunda-feira, os controladores das Casas Bahia e do Pão de Açúcar fizeram um acordo de cavalheiros e concordaram em dar uma trégua, numa tentativa de superar os impasses que colocaram em risco a fusão das duas companhias. Samuel e Michael Klein, da Casas Bahia, e Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, assumiram “o compromisso moral de continuar conversando até sexta-feira e não tomar nenhuma decisão radical”, disse uma fonte próxima das negociações.

Numa reunião encerrada na noite de segunda-feira, os controladores das Casas Bahia e do Pão de Açúcar fizeram um acordo de cavalheiros e concordaram em dar uma trégua, numa tentativa de superar os impasses que colocaram em risco a fusão das duas companhias. Samuel e Michael Klein, da Casas Bahia, e Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, assumiram “o compromisso moral de continuar conversando até sexta-feira e não tomar nenhuma decisão radical”, disse uma fonte próxima das negociações. O pedido de trégua está relacionado à viagem de Abílio a Paris, para a reunião - que já estava agendada - do conselho de administração do Casino, sócio da família Diniz no Pão de Açúcar. O empresário deve retornar até amanhã. O principal conflito entre os dois grupos gira em torno da avaliação que o Pão de Açúcar fez da Casas Bahia. A família Klein entende que seu negócio está subavaliado em pelo menos R$ 2 bilhões e quer rever essa cifra. Em dezembro do ano passado, quando o acerto foi feito, a rede o foi avaliada em R$ 6 bilhões. Além do preço, os Klein querem rever a estrutura de comando, a governança da nova empresa e a venda antecipada de parte das ações em poder da família. O acordo assinado vem sendo discutido há mais de um mês. Diante da resistência do Pão de Açúcar, no último fim de semana a família Klein resolveu endurecer e falou em desistir do negócio. Seus advogados vêm discutindo formas jurídicas para cancelar a fusão. Uma das alternativas estudadas é recorrer a uma câmara de arbitragem. Na visão dos envolvidos, a arbitragem é um caminho mais rápido que recorrer à Justiça comum. Outra opção em avaliação é rescindir o contrato e arcar com uma eventual multa. Depois do encontro entre os controladores dos dois grupos, o Pão de Açúcar publicou uma nota na qual confirma que a Casas Bahia quer rever o acordo, afirma que considera “o acordo válido e perfeitamente eficaz” e diz que vai continuar em discussões “com vistas a um entendimento”. Segundo pessoas ligadas aos Klein, o acordo fechado em 2009 tem as características de um compromisso de compra e venda, com vários pontos em aberto que deveriam ser definidos depois. Ele exigiria uma série de contratos complementares, que ainda não foram preparados. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>

fonte: http://economia.ig.com.br

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