A imprensa é correntemente intitulada como o quarto poder, muito desse título deve-se ao fato da forte influencia que os meios de comunicação exercem na sociedade proporcionando ao cidadão comum oportunidade de formar opinião sobre os mais variados fatos ocorridos.
Em tempos de “liberdade de expressão” consistente e valorizada onde os meios e as formas de comunicação pulsam em uma velocidade nunca antes vista é fundamental o exercício da imparcialidade e do respeito às partes envolvidas proporcionando uma informação consciente e imparcial.
Recentemente um caso chamou a atenção dos que fazem comunicação em nosso estado pela incoerência e ainda pela tendenciosa apuração dos fatos. No município de Pedra Branca localizado no sertão central do Ceará, um caso trágico mais infelizmente não raro, abalou significativamente aquela pacata e agradável cidade, uma jovem de 19 anos entrou em trabalho de parto e mesmo recebendo todo o amparo técnico que o corpo médico podia oferecer (equipe composto por um médico, uma enfermeira plantonista e uma técnica em enfermagem), teve seu filho levado a óbito, a mãe da criança reconhece que não faltou nenhum apoio por parte do que fazem o Hospital São Sebastião e Maternidade Célia Mendes, os mesmos são referencia na região em atendimento e servindo de exemplos para hospitais até com porte maior
Alguns canais de comunicação reconhecidos pelo público como sérios e comprometidos com a boa e real noticia destacaram esse fato como um erro médico chegando a conceituar como negligencia passando a imagem de uma administração hospitalar incompetente e sem direção comprometida.
O que serve como lição nesse caso é que comunicação coerente, responsável e comprometida com a formação de conceitos reais deve apurar os fatos com precisão cirúrgica evitando expor instituições e pessoas ao descrédito e ao ridículo sem proporcioná-las oportunidade de defesa.