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quinta, 20 DE junho de 2013

Marketing

Fábio TajraPostado em: 30/11/-1 - Por Fábio Tajra
Gestor em marketing


Grupos de mídia podem dar um tiro no pé se bloquearem o Google News, diz estudo

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Serasa Experian Hitwise mostra que a retirada de conteúdos do buscador afetaria a audiência dos sites.
 
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Se os grupos de mídia que vêm se queixando do Google News cumprirem as ameaças de retirar o conteúdo de suas publicações do buscador, eles estarão colocando sua audiência em risco.
 
A conclusão é de estudo da Serasa Experian Hitwise, que aferiu que o Google gera 33,86% ao tráfego dos sites de notícias no Brasil. A perda só não seria maior porque 65% das buscas vêm justamente das marcas e endereços desses sites, revelando a fidelidade de parte dos usuários.

Dados da pesquisa nos EUA revelam situação semelhante. O site do The Wall Street Journal, por exemplo, também poderia perder com o bloqueio ao Google, já que recebe 15,3% das visitas desta ferramenta. Análise dos 100 termos que mais geram tráfego ao jornal mostra que 62% das buscas são palavras ligadas à marca ou ao seu endereço na web (como "Wall Street Journal" ou "wsj.com"). Isso poderia limitar a perda de tráfego, já que estes seriam usuários supostamente fiéis à marca. Mas e os outros 38%?


A proporção de usuários supostamente fiéis no Brasil é similar à do WSJ. Entre os 100 principais termos, 65% do tráfego vêm de marcas e endereços dos sites de notícias e mídia. O estudo aponta ainda que a quantidade de buscas realizadas no Google que levam a sites de notícias cresceram 17% no Brasil, nos últimos 6 meses.

Redes sociais - Juliano Marcilio, presidente da Serasa Experian Marketing Services, acha que será interessante avaliar o papel das redes sociais como geradoras de tráfego para a indústria de notícias. "O volume de visitas gerado para sites de notícias no Brasil a partir dos sites de redes sociais cresceu 17,48% nos últimos 7 meses. Neste mesmo período, o volume de visitas originado a partir dos sites de busca se manteve estável em 38,5% do total. Talvez seja isso que Murdoch tem em mente.”

Marcilio refere-se ao empresário Rupert Murdoch, da News Corp, um dos que mais protestam contra a gratuidade proporcionada pelo Google News.

fonte: www.cidadebiz.com.br


Fábio Tajra
UNIP - Universidade Paulista
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