A partir da próxima terça-feira, o empresário João Doria estreia no comando do programa O Aprendiz, da TV Record. Com ele, virá um novo modelo de comando, completamente diferente de seus antecessores, Roberto Justus, da versão brasileira, e Donald Trump, do programa original americano. Doria promete um comando exigente e perfeccionista, mas mais calmo e menos exaltado do que as edições que os brasileiros se acostumaram a ver.
“Antes de fechar contrato eu disse à Record que não faria o mesmo estilo. Eu vou interpretar o mesmo João Doria que existe fora da tela”, diz o empresário.
Ele pretende levar ao reality show o mesmo modelo de gestão com que trabalha em seu dia-a-dia: a liderança compartilhada. “É importante liderar pelo exemplo, para ganhar o respeito dos colaboradores, e não liderar pelo medo”, afirma.
A liderança de Doria, aliás, é bastante marcada. Conhecido por ser centralizador e detalhista, ele não perde o sorriso no rosto ao admitir essas características. “O perfeccionismo não cria nenhum tipo de problema, desde que não gere estresse. É possível ter equilíbrio com determinação”, diz.
O programa é só mais um dos projetos de João Doria, que apresenta também o programa Giro Business, na Bandeirantes, é dono da marca Casa Cor e comanda o grupo de empresários Lide.
Para dar conta de todas essas atividades, ele trabalha 17 horas todos os dias. “Sou apaixonado pelo que faço”, garante.
Doria demonstra pelo Brasil a mesma animação que tem com seus projetos. O empresário é otimista em relação à classe política brasileira, e vê o País maduro diante do processo eleitoral que acontecerá em outubro. “Não teremos os temores e dúvidas que vimos há oito anos, com uma turbulência que afetou a economia”, diz.
Para ele, os principais candidatos à Presidência da República – José Serra, Dilma Rousseff e até mesmo Marina Silva – não oferecem instabilidade ao processo eleitoral. “Agora eles têm de mostrar seus programas de governo”, afirma. “É importante lembrar que Dilma não é Lula, assim como Serra não é Fernando Henrique. Precisamos olhar para o que poderá ser feito e não para o passado.”
E Doria aproveita para dar seu recado para os eleitores. “Se eu puder dar um conselho, diria: prestem muita atenção no seu candidato a deputado estadual, deputado federal e senador. Senão, correm o risco de eleger pessoas que não têm compromisso com o eleitor.”
fonte:
http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/04/11/