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sábado, 25 DE maio de 2013

Marketing

Fábio TajraPostado em: 30/11/-1 - Por Fábio Tajra
Gestor em marketing


Consultoria aumenta a eficiência das ONGs

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fonte: http://www.administradores.com.br
 
As Organizações Não-Governamentais (Ongs), para garantirem aos seus projetos sociais eficiência e agilidade no trâmite de processos burocráticos, buscam suporte em empresas especializadas que oferece produção de relatórios com diagnósticos de problemas e sugestões de mudanças nos procedimentos internos, principalmente com relação aos recursos humanos e materiais – o que gera, de forma indireta, economia para a entidade. Boa parte desses resultados acaba revertendo para a própria entidade.

Nos últimos anos, o terceiro setor tem crescido duas vezes mais rápido do que o governamental e privado no que diz respeito à geração de novos postos de trabalho. Pela primeira vez nas contas nacionais, o Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE 2002) aferiu a importância do segmento na economia brasileira. Com referência no Cadastro Central de Empresas (Cempre), que cobre o universo das organizações inscritas no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), um dos destaques foi que, entre 1996 e 2002, o número de fundações privadas e associações sem fins lucrativos cresceu 157%, passando de 105 mil para 276 mil. No mesmo período, o número de pessoas ocupadas no setor passou para 3 milhões de trabalhadores empregados.

Esses dados também impulsionaram um novo perfil de Ong. Hoje, há muitas que são referências no mercado se tornando inclusive marcas. São freqüentemente procuradas por grandes empresas para firmar parcerias em projetos sociais. Janaina Muller, advogada e diretora da Setor Três Consultoria, explica que essa mudança começou gradualmente há dez anos. "Se hoje elas têm todas as características de uma empresa, exceto o lucro, precisam de estrutura compatível para fortalecer a moralidade, a imparcialidade e garantir a transparência em suas ações", defende a advogada. Hoje, a empresa atende a 30 entidades.

Segundo Janaína, a busca por orientação profissional é mais comum em países desenvolvidos e, aqui no Brasil, se torna popular entre as entidades em expansão, principalmente aquelas que atuam nas áreas de educação, saúde e assistência social. "O envolvimento com o poder público implica em uma maior responsabilidade e cuidado especial para provar que tanto a aplicação da verba quanto o gerenciamento estão corretos. Por isso, muitos optam em investir em consultorias de gestão, o que aumenta a qualidade dos serviços oferecidos e, por conseqüência, a imagem da empresa".

Como todos os gestores das ONGs se preocupam com missão social, boa parte se desprende de questões importantes que implicam no bom funcionamento da organização. Essa situação acontece muitas vezes porque nem todos possuem conhecimento e vivencia nas áreas financeiras, contábeis e jurídicas. "Quem possui uma entidade filantrópica deve se adequar as normatizações diferentes divulgadas a cada semana. Como exemplo, podemos citar as áreas de educação e assistência social que têm regras novas mensalmente. A dificuldade em acompanhar as alterações da legislação pode levar as entidades a perder verbas e até mesmo cometer irregularidades".

A profissionalização faz com que os trâmites das ONG se tornem mais ágeis, e as ações mais transparentes devido a otimização dos recursos, sendo atraente para parcerias que podem ser financiadores. Entretanto, os benefícios nem sempre podem ser mensurados com base em resultados econômicos uma vez que se trata de organizações sem fins lucrativos. "O que se leva em consideração como resultado positivo é quantidade de pessoas que são atendidas."
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