A Can-Pack, empresa polonesa entre as líderes do segmento de embalagens de metal, irá inaugurar sua nova sede em Maracanaú, na próxima sexta-feira (20), em evento que contará com as presenças de Peter Giorgi, presidente da Giorgi Group Holdings, controladora da Can-Pack S.A.; de Herman Nicolaas Nusmeier, presidente mundial da Can-Pack S.A. e comitiva de acionistas e diretores; além do presidente da Can-Pack Brasil, Paulo Dias. Autoridades, empresários e representantes do setor industrial também confirmaram presença.

A unidade industrial, pertencente anteriormente à Cia. ​Metalic do Nordeste, passou por uma ampla reforma em seu maquinário e estrutura.

Há mais de 25 anos no mercado de embalagens de metal, a empresa polonesa Can-Pack é uma das líderes do segmento na Europa e vem ampliando seu desempenho e posição em diversos países da Ásia, África, Oriente Médio e América do Sul. Uma das recentes aquisições da Can-Pack foi a fábrica da Cia. Metalic do Nordeste, localizada em Maracanaú, onde instalou sua matriz no Brasil.

Em 23 de abril, a empresa inaugura mais uma unidade no país, dessa vez em Itumbiara, no estado de Goiás, com a presença do Governador de Goiás, Marconi Perillo, do vice-Governador, José Eliton, e demais autoridades do estado e da cidade de Itumbiara.

A entrada efetiva da Can-Pack no mercado brasileiro se deu com o início da construção da fábrica de Itumbiara, em meados de 2016, e a compra da Metalic, no final do mesmo ano. Em 2017, a empresa se preparou em estrutura e tecnologia para produzir nos anos seguintes, atingindo todos os objetivos operacionais e comerciais propostos. Atualmente, a empresa conta com três fábricas no Brasil.

Duas dessas fábricas são destinadas à produção do corpo das latas de alumínio e estão situadas em Itumbiara (GO) e Maracanaú (CE), em substituição total às latas de aço fabricadas anteriormente na planta do Ceará. A terceira unidade é destinada à produção de tampas em alumínio e está localizada na mesma área da planta do município cearense. A construção da fábrica de Itumbiara e a modernização dos equipamentos em Maracanaú contaram com um investimento em torno de R$ 1 bilhão.
As unidades possuem o que há de mais moderno em equipamentos para produção de embalagens de alumínio, prevendo para 2018 a consolidação das operações e o aumento de produtividade. Juntas, as plantas de Goiás e Ceará proporcionam mais de 500 empregos diretos.

A fábrica de Itumbiara vai atender aos mercados do Centro-Oeste brasileiro e Minas Gerais e a unidade do Maracanaú atenderá a demanda da região Nordeste, especialmente dos estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão e Piauí. Segundo o presidente da Can-Pack no Brasil, Paulo Dias, o investimento feito no país vislumbra um grande potencial no mercado brasileiro.

“Fundamentados no que vemos hoje, estamos otimistas que o Brasil logo será um dos maiores mercados para o Grupo Can-Pack, baseado no número de latas produzidas e vendidas. A decisão de fazer um investimento tão alto no país foi tomada após diversos estudos, com foco no crescimento sustentável a longo prazo”, explica Paulo Dias.
Atualmente, a produção total estimada da empresa é superior a 3 bilhões de latas por ano nas duas fábricas.

Can-Pack e meio ambiente: soluções cada vez mais sustentáveis 

A sustentabilidade é um grande diferencial competitivo da lata de alumínio quando comparado com outras opções de embalagens. Pelo fato do material poder ser reciclado sem nenhuma perda de qualidade, as latas de alumínio são o produto ideal para uma reciclagem de ciclo fechado. No Brasil, a taxa de reciclagem de alumino atingiu 98% em 2016, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas e Alumínio (Abralatas).

Além disso, a Can-Pack também trabalha em formas de reduzir o impacto de sua operação no meio ambiente e nas comunidades onde opera. Segundo Paulo Dias, a empresa tem projetos, em nível global e local, para reduzir e otimizar o consumo de água, energia, gás, matérias-primas, alumínio, etc. “Entendemos que temos a obrigação de usar os recursos naturais de maneira responsável e eficiente, e minimizar o impacto de nossas operações no meio ambiente, garantindo, além do retorno adequado aos nosso acionistas, o zelo pelo bem estar da sociedade em geral”, completa Dias.

No que diz respeito à mobilidade, a lata ainda é a embalagem mais conveniente. Por esses e outros motivos, uma grande variedade de tipos de bebidas já estão utilizando latas, que são fáceis de transportar, têm preços competitivos, são facilmente armazenadas, antes, durante e depois do consumo, e são mais seguras que as de vidro. Além de todos esses fatores, um dos mais importantes é que são as embalagens mais ecológicas, exatamente por serem facilmente recicladas. A Can-Pack se empenha ainda para reduzir a espessura das embalagens, para que as latas sejam produzidas com as mesmas características técnicas, mas com uso de menos alumínio. Há 20 anos, por exemplo, um quilo de alumínio produzia pouco mais de 60 latas de 350 ml. Hoje, o número de produção supera 70 unidades com a mesma quantidade de matéria prima.

Expectativas para 2018 

Em 2017, o mercado de bebidas em latas cresceu cerca de 4,9% quando comparado ao ano de 2016. 2018 será um ano de consolidação para a Can-Pack no Brasil, com o objetivo final de atender a demanda dos clientes e dos consumidores, em suas distintas exigências, quer seja em diferentes formatos, tamanhos ou tecnologias de impressão. Além disso, para 2018 espera-se um aumento na participação do mercado de latas especiais, que vêm ganhando espaço de maneira consistente, com uma maior demanda por rótulos especiais e promocionais, especialmente relacionados à Copa do Mundo Fifa 2018.

A Copa do Mundo, que acontece em julho e junho, é um dos eventos notórios por aumentar o consumo de bebidas em lata no Brasil. Entre outros eventos no ano de 2018, como as eleições presidenciais, campeonatos esportivos e grandes festivais, alteram o efeito de sazonalidade no consumo de bebidas, com um impacto positivo nos negócios de produção de latas de alumínio.